Corpos de família boliviana encontrada em Itaquaquecetuba devem ser levados à Bolívia, diz irmão de vítima

Familiares das vítimas estão em La Paz, na Bolívia, aguardando trâmites legais para traslado dos corpos. Casal e o filho de 8 anos foram encontrados mortos, mutilados e enrolados em várias camadas de plástico nesta quarta-feira (9).

Por G1 MS 11/01/2019 - 08:50 hs
Foto: Reprodução/TV Diário

Os corpos da família de bolivianos encontrados mortos e mutilados em Itaquaquecetuba, interior de SP, nesta quarta-feira (9), devem ser levados à Bolívia. Jesus Reynaldo Condori Sanizo, Irma Morante Sanizo e o menino Gian Abner Morante Condori, de 8 anos, serão sepultados em La Paz, onde a família está reunida aguardando os trâmites legais para o traslado dos corpos.

Segundo o irmão de Irma, Luiz Brian Morantes, de 30 anos, que está na Bolívia, a família contratou uma advogada em La Paz para cuidar do processo: "Ela já conversou com o chanceler e com o consulado brasileiro aqui na Bolívia, e foi autorizada a repatriação dos corpos. Estamos todos reunidos aqui para esperá-los", conta.

Luiz conta que tem 2 irmãs, uma mais velha, que também mora em La Paz, e Irma, que era a caçula: "É muito difícil, estamos longe, é tudo muito complicado. Ela era minha irmã menor, e o Gustavo (suspeito de assassinar a família) era nosso familiar, conhecíamos ele e sua família, é tudo muito triste", desabafa.

Suspeito também é procurado na Bolívia

 

De acordo com Luiz, Gustavo Alvarenga, suspeito que está foragido, também é procurado na Bolívia: "Existe uma ordem de prisão contra ele aqui, mas acreditamos que ele ainda está no Brasil. Para cruzar a fronteira é preciso documentação, e ele não teria como vir para cá de outra forma" relata.

A família de Irma espera que Gustavo entregue-se à polícia: "Soubemos que a mãe e a irmã dele foram ouvidas e que elas teriam pedido para ele se entregar. Temos certeza que ele teve participação nas mortes. Gustavo era funcionário de minha irmã, ela o ajudou muito, e tudo isso aconteceu por causa de dinheiro. Nós esperamos que ele pense na nossa dor e se entregue para que a justiça aconteça", declara Luiz.