Estudantes de medicina são presos ao tentarem alugar carros e levar para o Paraguai, diz polícia

Trio estava com diversos cartões e documentos falsos. Eles confessaram o crime e disseram que, primeiro iriam "curtir a noite" para, depois levar os carros para a fronteira.

Por G1 MS 15/05/2019 - 12:40 hs
Foto: Polícia Militar/Divulgação

Três estudantes de 20, 27 e 40 anos, foram presos ao tentarem alugar carros com documentos falsos, em Campo Grande. Segundo a investigação, eles foram até um estabelecimento comercial na avenida Eduardo Elias Zahran, nessa terça-feira (14), com a intenção de levar veículos ao Paraguai. O trio cursa Medicina em Pedro Juan Caballero.

Ao avaliar a documentação, um dos funcionários suspeitou e então acionou a polícia, que constatou serem nomes de terceiros. O primeiro foi abordado na Vila Carvalho e confirmou que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tinha outro nome, porém, a foto dele. Na sequência, os outros dois envolvidos estavam em uma corrida com um motorista de aplicativo, quando os policiais deram a ordem de parada e eles confessaram o crime.

Ao todo, foram identificados 4 carros alugados pelos suspeitos. Equipe da Força Tática, do 1° Batalhão da Polícia Militar (BPM) também constatou que, um dos veículos estava "guardado em local estratégico", já que a intenção deles era primeiro "curtir a noite" na capital e, em seguida, viajar para a fronteira.

Polícia apreendeu vários documentos falsos com estudantes de medicina em MS — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Além dos carros, a polícia apreendeu três celulares, carteiras deles com cartões e vários documentos falsos, além de dinheiro em reais e guaranis, que é a moeda corrente no Paraguai. Pelo número de veículos, ainda existe a suspeita de mais criminosos envolvidos. Eles foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro e autuados por estelionato, uso de documento falso e organização criminosa.

Polícia suspeita de mais envolvidos em esquema de levar carros ao Paraguai — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Por Graziela Rezende, G1 MS