Suspeito de matar menino de 11 anos após oração alegou que 'tiro foi brincadeira de mau gosto', diz polícia

Segundo o delegado de Sidrolândia (MS), está é a terceira versão que o homem apresenta. A história não convenceu a polícia: "Ele sabia manusear a arma".

Por G1 MS 11/06/2019 - 07:12 hs
Foto: Polícia Civil/Divulgação

O suspeito de matar um menino de 11 anos durante uma pescaria na cidade de Sidrolândia (MS) neste domingo (9), alegou à polícia uma terceira versão sobre o crime. Segundo o delegado da cidade, Diego Dantas, o homem disse que não sabia que a arma estava carregada:

"Ele disse que o tiro foi uma brincadeira de mau gosto, que teria mandado o menino fazer uma oração e depois quis ver se a arma estava descarregada, mas essa versão não convence a polícia, porque ele sabia manusear a arma", declarou o delegado ao G1. "Nessa pistola vai apenas uma bala e momentos antes ele disse que atirou em um jacaré, então, não tinha como ele achar que a arma estava descarregada".

O irmão do menino, de 13 anos, presenciou o crime. Ele disse à polícia que o suspeito mandou que o garoto ajoelhasse e rezasse o "pai nosso" e em seguida, atirou no abdômen da criança. A família visitava uma fazenda quando o homem, que é namorado de uma prima da vítima, convidou os meninos para caçarem jacarés. Ao afastarem-se da casa, ele cometeu o crime.

A família chegou a mencionar uma possível violência doméstica, que o crime poderia ser motivado por vingança, mas o delegado afirma que não há provas que apontem essa possibilidade.

Na primeira versão do suspeito, segundo o delegado, ele alegou que uma terceira pessoa que estava escondida na mata atirou no menino. Na segunda, disse que o tiro foi acidental, que queria atirar em um jacaré quando o menino "entrou na frente". Ele disse à polícia que que teria comprado a arma há um mês, mas a esposa do suspeito, em depoimento, afirmou que o homem comprou a arma de um vizinho no dia do crime.

O homem passou por audiência de custódia e segue preso preventivamente, encaminhado para um presídio em Campo Grande. A polícia não descarta nenhuma possibilidade de investigação do caso que foi registrado como homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo.

Por Flavio Dias, G1 MS