Mulher empresta carro para primo e chama polícia ao saber que ele deixou como 'garantia' em boca de fumo

Família em MS se envolveu na procura por veículo, que já dura quase 30 horas. Parentes disseram para a polícia que já estavam desconfiados que suspeito estaria usando drogas.

Por G1 MS 21/10/2019 - 06:10 hs
Foto: Ilustrativa / Autor Desconhecido

Uma mulher de 35 anos procurou a polícia neste domingo (20) após emprestar o carro para o primo e descobrir que ele o deixou como "garantia" em uma boca de fumo, em Campo Grande. Ao G1 um dos policiais que faz buscas pelo veículo disse que a família da vítima se envolveu na procura, que já dura quase 30 horas. No entanto, nem o suspeito de 31 anos e nem o veículo foram encontrados.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito foi até a casa dela pedindo o carro emprestado. Na ocasião, ele disse que "logo devolveria". A vítima então confiou no primo dela e emprestou o carro Fiat Uno, de cor verde. Ele saiu do bairro São Conrado por volta das 13h (de MS) desse sábado (19).

Após algumas horas, ela começou a procurá-lo, com a ajuda de outros parentes. Uma das primas da vítima então comentou que viu o carro transitando pela rua Internacional, quando decidiu persegui-lo. Mas, ao se aproximar, constatou que o suspeito não estava no interior do carro e sim quatro homens desconhecidos.

Com medo, a mulher não os abordou e deixou que seguissem com o carro. Já a vítima disse que percorreu as ruas do bairro com a ajuda de uma amiga, quando percebeu uma aglomeração em um campo de futebol no cruzamento da rua da Pirapó com a Internacional. Ela então questionou sobre o veículo e foi informada que o suspeito tinha "deixado na boca de fumo junto com o celular dele, como garantia para pegar droga".

Na sequência, a mulher achou o primo e este negou que tivesse deixado no local, indo embora em seguida. Os policiais comentaram que o suspeito chegou há pouco tempo de outro estado e alguns familiares estavam desconfiando do uso de drogas por parte dele, o que foi confirmado com o sumiço do carro.

O caso foi registrado como apropriação indébita. A pena pode chegar a 4 anos de detenção.

Por Graziela Rezende, G1 MS