Olodum completa 40 anos e celebra em EP o legado afro-baiano do bloco

No disco, grupo registra três músicas inéditas e regrava composição de 1992.

Por G1 Pop & Arte 23/10/2019 - 06:34 hs
Foto: Divulgação

Criado em abril de 1979 no Centro Histórico de Salvador (BA), dentro do Pelourinho, o bloco afro-baiano Olodum legou ao mundo a batida do samba-reggae, de criação a creditada a Antônio Luís Alves de Souza (1955 – 2009), músico soteropolitano conhecido pelo nome artístico de Neguinho do Samba. O bloco gerou grupo musical que debutou no mercado fonográfico em 1987.

40 anos, EP recém-lançado pelo grupo Olodum, celebra a efeméride, contabilizando no título as quatro décadas da formação do bloco.

Com quatro músicas, o disco tem alguns encantos, mas, no todo, resulta aquém do histórico desse grupo que, em tempos áureos, forneceu repertório incendiário para as principais cantoras de axé music.

De todo modo, a batida do samba-reggae está lá, como sinaliza o registro da música inédita O nome da rosa, insosso reggae composto por Alisson Lima com inspiração no romance O nome da rosa, do escritor italiano Umberto Eco (1932 – 2016).

Entre altos e baixos, cabe ressaltar o suingue aliciante em que cai a gravação do samba-reggae Minha tez, a melhor das três músicas inéditas do EP, cujo lote de faixas inclui regravação de A ver navios (Valmir Brito e Roque Carvalho, 1992), composição lançada pelo grupo há 27 anos no álbum A música do Olodum (1992).

Composição assinada por Alisson Lima, Sereia chega ao disco com o status de ter sido eleita a melhor música da edição de 2018 do Festival de músicas e artes Olodum (FEMADUM). A música foi feita originalmente para o bloco Olodum desfilar no Carnaval com o enredo Deusas das águas, oceanos, rios e lagos.

No EP 40 anos, o grupo Olodum exalta o legado desse bloco cuja música ganhou o mundo na batida percussiva do samba-reggae.

Por Mauro Ferreira